Destinar o 13º à reforma: saiba por que reservar 20% para imprevistos e como não cair em dívidas

Transformar o bônus de fim de ano em obra exige preparo

Usar o pagamento extra no fim do ano pode ser uma oportunidade para melhorar a casa sem comprometer o orçamento do próximo ano. Mas a decisão precisa de calma, cálculo e prioridades claras para evitar que a reforma gere endividamento.

Regra simples: guarde uma parte para surpresas

Um ponto repetido por especialistas é a necessidade de reservar parte do recurso. Como orientação prática, vale lembrar a recomendação já citada na fonte: “Cerca de 20% do valor da bonificação deve ser reservado para imprevistos; começar obras sem planejamento é um dos principais erros”.

Por que isso importa? Obras costumam ter custos extras — materiais que mudam de preço, pequenos consertos não previstos, ajustes estruturais que aparecem ao iniciar a intervenção. Ter uma reserva evita recorrer a crédito caro ou atrasar contas do mês seguinte.

Planeje antes de começar

Começar sem orçamento detalhado é um dos maiores equívocos. Antes de contratar, faça um levantamento realista:

– Solicite ao menos duas ou três orçamentos para comparar preços e prazos.

– Defina prioridades: o que precisa ser feito já e o que pode esperar mais uma parcela ou o próximo pagamento.

– Inclua mão de obra, materiais, transporte e uma margem para imprevistos (a tal reserva de 20%).

Financiamento e parcelamento: atenção aos juros

Se a soma necessária ultrapassa o 13º mais as economias, avalie alternativas com cautela. Parcelamentos no cartão e empréstimos consignados ou pessoais podem parecer atraentes, mas têm custo. Compare taxas e prefira negociações com prazos e parcelas que não comprometam o orçamento mensal.

Uma dica prática: calcule quanto a parcela reduzirá sua margem de consumo nos próximos meses e verifique se ainda sobrará para despesas essenciais.

Erros comuns que geram dívidas

Além de começar sem planejamento, outros deslizes frequentes:

– Ignorar a qualidade dos materiais para economizar no curto prazo;

– Não pedir contratos ou acordos claros sobre prazos e pagamentos;

– Deixar todo o 13º aplicado na obra, sem reserva para contas de fim de ano ou emergências;

– Aceitar o primeiro orçamento sem pesquisar referências do prestador.

Evitar esses pontos reduz muito a chance de contrair dívidas pós-reforma.

Checklist rápido antes de iniciar

– Calcule o custo total estimado e compare com o montante disponível.

– Separe mínimo de 20% para imprevistos.

– Peça múltiplos orçamentos e verifique referências.

– Formalize prazos e condições de pagamento por escrito.

– Reavalie prioridades: pintar, trocar revestimento ou consertar o telhado — o que é mais urgente?

Reflexão de fé e responsabilidade

Planejar bem não é só questão financeira; é também um exercício de responsabilidade com o que nos foi confiado. Como lembra a sabedoria bíblica: “Os planos bem elaborados levam à fartura; mas o apressado acaba na miséria.” (Provérbios 21:5, NTLH)

Uma fé prática se manifesta em escolhas prudentes: cuidar dos recursos, proteger a família de riscos desnecessários e agir com honestidade ao contratar serviços.

Leonardo de Paula Duarte

Assinatura editorial: nesta coluna, trago orientações que unem informação prática e princípios de prudência. Use o décimo terceiro com propósito — e com reserva — para que a reforma seja motivo de alegria, não de preocupação.

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