Júri do Brooklyn considerou a MTA negligente; conheça a trajetória, a formação e a atuação em acessibilidade de Luísa Janssen
Um caso que começou em 2016 em uma plataforma do metrô de Nova York ganhou nesta semana um desfecho relevante: a designer e arquiteta Luísa Janssen Harger da Silva, ex-aluna da UFSC, deve receber uma indenização estimada em cerca de US$ 82 milhões (aproximadamente R$ 437 milhões) após um júri federal do Brooklyn concluir que a autoridade de transporte foi negligente.
O acidente e o processo
Luísa, que tinha 21 anos na época, estava de férias nos Estados Unidos quando, segundo relatos, desmaiou na plataforma da estação Atlantic Avenue e caiu nos trilhos. Ela foi atropelada por um trem que se aproximava.
Conforme noticiou o Estadão, “o júri de um tribunal federal do Brooklyn concluiu, na última semana, que a MTA, companhia responsável pelo transporte público no estado de Nova York, foi negligente por não tratar com a devida seriedade o problema de pessoas caindo nos trilhos.”
O acidente deixou marcas físicas profundas: “Na época do acidente, Luísa tinha 21 anos. Ela ficou internada por 24 dias e passou por cirurgias e enxertos de pele.” Hoje, mora no Brooklyn e usa próteses para substituir os membros que perdeu.
Formação e atuação profissional
Luísa é formada em Arquitetura e Urbanismo pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Fez um ano de intercâmbio em Tecnologia Arquitetônica na University of Westminster, em Londres (2014–2015), e concluiu um mestrado em Arquitetura pela City University of New York, em 2020.
Além do trabalho profissional, ela tem atuado em frentes de acessibilidade. Segundo informações citadas pela APA (Accessibility Professionals Association), “Ela atua no desenvolvimento de normas como integrante do Comitê Técnico de Acessibilidade do próximo Código de Construção de Nova York”.
Luísa também trabalha como consultora de acessibilidade, especializada em conformidade e soluções de acessibilidade para projetos arquitetônicos nos Estados Unidos — uma área em que viveu na prática os desafios e necessidades que hoje ajuda a corrigir.
Impacto do veredito e contexto
O montante da indenização — cerca de US$ 82 milhões — reflete não apenas danos passados, como cuidados médicos e perda de capacidade laboral, mas também o entendimento do júri sobre falha sistêmica na gestão do transporte público quando se trata de quedas nas plataformas.
Não há na cobertura disponível detalhamento público deste cálculo ou de como a quantia será distribuída em pagamentos, mas a decisão pública do júri sinaliza uma responsabilização institucional relevante.
Vida após o acidente e resiliência
Luísa passou por longo processo de recuperação física e adaptação. A internação e as múltiplas cirurgias foram etapas iniciais de um caminho que incluiu reabilitação e adoção de próteses. Hoje, ela integra comitês técnicos e oferece consultoria, convertendo a experiência pessoal em trabalho técnico e de advocacy.
Seu caso reforça debates amplos sobre segurança em transportes públicos, prevenção de acidentes em plataformas e necessidade de políticas que reduzam riscos para usuários vulneráveis.
Reflexão de Leonardo de Paula Duarte
Como colunista e cristão, vejo nesta história um convite à compaixão e à ação prática. A vida de Luísa lembra que as políticas públicas impactam corpos reais e que responsabilidade e cuidado coletivo são expressões do amor ao próximo.
Nas palavras das Escrituras: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28, NTLH). E também: “O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado; ele salva os de espírito abatido.” (Salmo 34:18, NTLH).
Que a história de Luísa inspire melhorias concretas na segurança e acessibilidade, e que possamos responder com empatia e compromisso com a dignidade humana.
— Leonardo de Paula Duarte
Fontes: reportagens publicadas sobre o caso, incluindo apurações do New York Post e do Estadão, conforme trechos citados acima.

